sexta-feira, 25 de março de 2011

Entrevista de 6ª - Luís Pinto apresenta a teoria que defende sobre a origem humana e fala sobre o seu projecto

Boa Tarde, Luís! Tenho que mudar a saudação inicial, que isto sempre igual aborrece...
Boa tarde Luís! Agora é que levaste com resposta igual (risos).

Vá, vamos lá despachar isto que eu tenho mais que fazer. Aviso já que esta entrevista está a ser feita ao som de 'Jennifer Lopez - On The Floor' (a ouvir pela primeira vez a nova estreia dela), portanto é óbvio que não vai sair nada de jeito.
J-Lo? Deste lado está a dar Nirvana, grande mistura.

É, estou a ouvir a nova música dela tipo discoteca.
Não ouvi, nem tenho interesse, fico-me pelo Kurt Cobain.

Fazes bem, ouvir mortos é sempre bom. Isto também é sempre igual: só "on the floor", "on the floor", ... Vamos directos ao assunto porque obviamente que toda a gente te conhece e dispensas apresentações.
Então não conhecem (risos). Luís Pinto, 17 anos e sou da Madeira. Isto basta!

Eu disse para não te apresentares... Por acaso sabes sobre o que vamos falar hoje?
Extraterrestres e as minhas teorias malucas (risos).

Boa, boa... Pode ser que os meus dois leitores gostem. Podes começar a apresentar a tua teoria... vamos lá ver o que vai sair daí.
A teoria não é minha e é defendida por muita gente. Vamos por partes:
1 - A Terra é um planeta recente;
2 - O ADN é de uma complexidade enorme;
3 - O ADN não teve tempo suficiente para se desenvolver, ao termos em conta aos anos que o nosso planeta existe.
Segunda parte:
1 - Os humanos imaginam um Deus à sua semelhança;
2 - O Deus poderá ter sido um ser extraterrestre;
3 - Esse mesmo Deus enviou o ADN para o nosso planeta numa espécie de experiência;
4 - Os extraterrestres somos NÓS!

Espera lá só um bocado. Preciso de pensar nas perguntas, apanhaste-me desprevenido. Ou então só tenho coisas mais importantes para fazer neste momento.
Pensa, pensa. Tu e os três leitores. Sim, três porque eu tenciono ler isto.

[10 minutos depois...]
E porque defendes essa teoria?
ADN.
Fonte
Porque é a que faz mais lógica sobre a existência dos humanos. Que sentido faz sermos descendentes dos macacos? É que quem se lembrou disse encontrava-se (ligeiramente) alcoolizado.

É uma teoria como outra qualquer. Todos os que criam essas teorias estão ligeiramente alcoolizados. Quem é que, no seu perfeito juízo, tenta investigar isso?
É algo curioso de se tentar descobrir, mas convém ter um bom fundamento. É tal e qual os mitos urbanos. Muita gente adora o mistério, tal como eu, mas é preciso que o mito seja bem "desenhado". Há mitos que não fazem o mínimo de sentido.

E tu já estás a tentar levar isto para os mitos urbanos? Antes disso eu quero desmontar, peça a peça, essa teoria. Responde-me com sinceridade: se a Terra é recente, então eu sou o quê? Uma super-nova?
Peça a peça? (risos). Sim, a Terra é recente quando comparada com outros planetas e estrelas do universo. Ainda para mais quando é o único planeta em que se conhece algo como o ADN, algo não faz sentido. Ou melhor, nada neste planeta faz sentido.

Qual é o problema? A Terra é basicamente um bocado de plasticina que endureceu com uns vermes que não sabem conviver. Para além disso, o ADN é complexo, sim, mas em pouco tempo não se podem ter formado coisas complexas? Nós é que não somos inteligentes o suficiente para perceber certas coisas. Pode ser que, um dia, na Era dos Robôs, tudo faça sentido. Até lá, porque não viver a vida?
Nem eu digo o contrário, a Terra é exactamente isso, o ADN não. O problema disto tudo é o ADN. Apenas 5 ou é 10% do ADN foi desvendado. É algo demasiado complexo para tão poucos milhões de anos. A informação que nos é dada através dos 10% do ADN já é imensa e quem sabe nos outros 90% não está escondida a nossa origem. Nós somos seres inteligentes, mas o ADN não é só complexo para a nossa inteligência, é complexo na sua formação. Nem eu deixo de viver a vida por causa disto, é só uma teoria sobre o início. E em todo o mundo, é defendida por um grande número de cientistas.

Nós devíamos era ficar quietos. Não se sabe já que cada resposta implica mais perguntas?
Mas nós como seres inteligentes queremos saber sempre mais. Qual é o interesse de se saber tudo? A emoção está no descobrir coisas novas.

Na minha opinião, isso é discutível. Só para que conste, ateu como sou, eu não acredito em nenhum deus. Mas o convidado és tu e tu é que tens que dar a opinião. Portanto, eu não vou tentar ir contra ti e milhares de cientistas. Não tens mais nada de interessante para discutir?
O entrevistador és tu, escolhes tu o tema.

Supostamente era para responderes que terias muito interesse em falar sobre a tua iniciativa do passado dia 10 de Março.
Por mim, vamos a isso...

Explica-nos: no que constou esse projecto?
Foi um projecto que surgiu em Área de Projecto, sendo que o tema da turma foi o de Valorizar a Madeira e ao dividir por grupo, calhou-nos a "Monotonia das Ruas". A partir daí, tivemos um monte de ideias, mas a que utilizamos foi a mais indicada para o subtema e para a valorização das tradições.
Lá no meio das nossas discussões surgiu então a ideia de um Grand Freeze, adaptado ao nosso tema. Reunimos objectos tradicionais, criamos uma t-shirt para o evento e passamos cerca de dois meses a planear tudo para que corresse tudo bem, informamos a comunicação social e eles até fizeram o favor de aparecer.

Que perspectivas tinhas? O público iria aderir?
Ao início era contra este subtema. A animação das ruas é um cargo da respectiva Câmara Municipal, não é algo que um grupo de alunos de 12º ano tenha que resolver. Ao início, tinhamos ideia de que o projecto decorresse noutro local mais movimentado, mas como a Câmara não autorizou tivemos que realizar noutro local, um pouco menos movimentado. Mas mantive-me confiante do sucesso do projecto.


Continuas com a mesma opinião, depois do evento?
Sim, foi um sucesso! Ainda para mais, aparecemos em dois jornais de cá [Diário Cidade (11 de Março de 2011) - referência na 3ª página], ambos com mais de 20000 exemplares diários, se considerarmos que cada é lido por duas ou três pessoas, tornou-se um projecto com grande visibilidade.


Porque consideras que as tradições madeirenses se estão a perder, principalmente nas cidades?
Não são só as tradições madeirenses, isto vê-se por todo o país. Hoje em dia, com as novas tecnologias, poucas são as pessoas que se lembram dos objectos tradicionais da sua região. Outros, por exemplo, sabem que existem mas não os usam. Muitos desses objectos "arcaicos" seriam o suficiente para resolver problemas casuais do nosso dia-a-dia que por vezes não sabemos como resolver.

Que situações consideras mais recorrentes que exemplificam que esses objectos nos ajudariam a executar determinadas tarefas com maior eficácia?

Pegando nos exemplos mais comuns, muitas vezes as pessoas têm dificuldade no transporte de grandes quantidades de líquidos devido ao grande número de garrafas que transportam e, no caso de utilizarem garrafões (não os de água, os artesanais), conseguiriam transportar tudo em apenas um ou dois.

Acreditas que as tradições ainda se podem preservar ou as novas tecnologias e o multiculturalismo irão extingui-las?
Acredito que irão sobreviver. Irá chegar a uma altura em que este processo de globalização irá fartar às pessoas e vão voltar a recorrer ao divertimento do tempo dos nossos avós. Não me admirava nada se, daqui a 10 ou 15 anos, os piões de madeira e os carros de pau voltassem a ser um sucesso entre a juventude.

Na verdade, os berlindes estão de regresso às escolas. Há quem defenda até que regressamos aos anos 80, pelas roupas, música, entre outros.
A vida é um processo cíclico, não me admiro com isso. Ainda estamos no começo, esta "nova" moda está aqui para durar.

Se este não fosse um projecto curricular, arriscar-te-ias a criá-lo por "conta própria"?
O produto final sim, o conceito não. Eu sou das tais pessoas que conhece os objectos mas não os utiliza, mas o Grand Freeze foi algo divertido de se realizar.

No artigo do Diário Cidade, pode ler-se que, no futuro, pretendem continuar com esta acção por outros locais citadinos. Já há mais algum agendado?
Agendado ainda não, esta é altura de testes e nas férias da Páscoa parte dos participantes vão participar na viagem de finalistas, pelo que novidades só mesmo no mês de Maio.

Passemos então ao momento publicitário. O que podem as pessoas encontrar se te seguirem, em @Luispintooo?
Eu! Vá, tweets sérios, tweets (muito) parvos e uma pessoa pronta a criticar tudo.

Obrigado pelo teu tempo e, quando tiveres novidades, avisa!
Claro, basta perguntar pelo Twitter!

Sem comentários:

Enviar um comentário